Reunião do CCCEEP
Dentro dos cursos existentes dentro deste Conselho de Cursos, a todos foi aprovada a remodelação com excepção feita a NI, que desaparece. Serão criados 3 novos cursos, a saber: Marketing, Contabilidade e Ciência Política. De notar, que estas decisões precisam ainda de confirmação do Conselho Académico e Senado da UM, mas mais importante ainda, para que estes novos modelos entrem em vigor para o próximo ano lectivo, é necessário que o governo aprove legislação nesse sentido (tudo indica que isto acontecerá).
Administração Pública, devido aos ajustamentos necessários para comprimir o curso para 3 anos, se já tinha pouca matemática, praticamente perde-a.
Direito mantém a estrutura que tem cortando o 5º ano e fazendo alterações pontuais de disciplinas.
Gestã0, à semelhança de AP, perde grande parte da matemática.
RI, que foi considerado o melhor curso do país dentro da sua área na avaliação externa feita no ano passado, melhora o curso englobando na reestruturação as sugestões feitas pela Comissão de Avaliação.
Economia, ao contrário de G e AP, intensifica a formação matemática dos seus alunos apresentando 4 cadeiras de aplicação matemática à economia e 2 cadeiras de econometria. Aumenta também a formação em macro e
Quanto aos novos cursos: Marketing parece-me que vai ter enorme sucesso devido à grande procura que actualmente há por estes profissionais; Contabilidade formará TOCs, auditores e controlers; Ciência Política formará políticos.
Não posso deixar passar o facto de, a certa altura, alguns professores e delegados estarem a discutir a “aderência” dos alunos do secundário ao curso de Ciência Política, como se o curso fosse peganhento ou tivesse uma espécie de velcro modificado que agarrasse os alunos…

5 Comments:
At 09 fevereiro, 2006 20:53,
Anónimo said…
Essa confusão entre "adesão" e "aderência" já é sem dúvida uma pérola...Algo ancestral que vem desde gerações antigas... LOL
At 09 fevereiro, 2006 22:25,
Anónimo said…
ciencias politicas é o meu proximo curso!
At 13 fevereiro, 2006 06:19,
Anónimo said…
Boa noite a todos.. Vou tentar expor a minha situação e as duvidas que tenho como pertinentes. Talvez esta exposição suscite um debate, e várias dúvidas, que não só as minhas, sejam esclarecidas. O meu caso é simples, se fizer todas as cadeiras a que estou inscrito este ano (e felizmente, tudo está a caminhar nesse sentido) fico com 5 cadeiras (isto é, unidades curriculares - é bom que nos comecemos a habituar) por fazer (as 5 do 4o ano - 2º semestre). O novo plano de estudos da nossa licenciatura, a meu ver é bastante mais atractivo que o actual e, responde mais eficazmente às necessidades do mercado de trabalho que nos é suposto emanar.
Supondo que no final deste ano lectivo faltam-me apenas estas 5 cadeiras, e que quero optar pela licenciatura de Bolonha ( que segundo o Prof. Luis Aguiar Conraria, dificilmente haverá licenciatura em Portugal melhor que a nossa )o cenário é o seguinte: Falta-me fazer Economia e Sociedade ; Economia Dinâmica ; Contabilidade Geral I (isto porque não escolhi esta cadeira) ; Economia Portuguesa e Europeia e História do Pensamento Economico (correspondendo estas duas ultimas a 2 das 5 cadeiras k me faltam fazer) .
Até aqui, parece-me pacifico. No entanto, as minhas principais dúvidas prendem-se com as equivalências, isto é, das cadeiras que temos feitas, quais é que dão equivalências a quais??? por exemplo: Microeconomia III . PArece-me simples que introdução à economia I e Análise Microeconomica sejam equivalentes a Microeconomia I e Microeconomia II. e Microeconomia III ???? será que quem quer optar pela nova licenciatura terá que fazer esta cadeira?? No caso da macro, parece-me lógico que introdução à economia II , Analise Macroeconomica I e Análise Macroeconomica II sejam equivalentes, respectivamente, Macroeconomia I, Macroeconomia II e Macroeconomia III. Pois então, a minha grande dúvida reside essencialmente aqui: qual a tabela de equivalências para todos aqueles que já são alunos da Licenciatura em Economia e querem aderir ao novo plano de estudos, adaptado ao processo de Bolonha!
Em relação às cadeiras que passam a ser opcionais (8 ao todo) o melhor será selecionar as 8 das mais do que 8 que temos feitas e que agora passam a opcionais. Escolhemos as 8 em que temos melhor nota, sendo este o raciocinio mais benéfico para nós próprios... Sim, pelo que me parece, temos aqui uma boa forma de subirmos as nossas médias! No entanto, o que acontece às outras??? Ficam feitas como extra-curriculares?? Tanto trabalho pra nada??? escolha dificil nao é?!
Outro reparo vai para a unidade curricular do 1ºano - 1º semestre da nova licenciatura: Economia e Sociedade. Esta vale 11 (sim, ONZE) ECTS. O ideal será a malta matar-se a estudar para esta, tirar a melhor nota possivel, o que para a média é um regalo! =)
Bom, acho que já há aqui muita ideia para discussão... Aguardo feedback! Boa sorte a todos pro Recurso!!!
Aníbal Figueira
At 13 fevereiro, 2006 06:29,
Anónimo said…
ahh.. esqueci-me de algo que pode ser muito importante para a decisão individual.. e é muito importante esclarecer: Ouvi dizer que com o actual plano de estudos, acabamos a nossa licenciatura e somos reconhecidos na Ordem dos Economistas automaticamente... Com a nova licenciatura tal não acontece assim..sao necessarios mais alguns requisitos (mais um ano a fazer não sei o quê) .. alguem me pode esclarecer relativamente a isto??
Saudações Académicas,
Aníbal Figueira
At 15 fevereiro, 2006 18:10,
João Matos Leite said…
Caro Aníbal,
Em relação ao novo plano de curso ser melhor que o actual, tenho exactamente a mesma opinião que tu: sem dúvida que é! Foca-se mais na formação que tem verdadeiro interesse para nós: as macros, as micros e as matemáticas/estatísticas. Por essa razão, no meu entender, pessoas que façam o novo plano de cursos terão melhor formação para enfrentar o mercado de trabalho.
A razão pela qual ainda não há plano de equivalências é porque existe muita burocracia que tem de ser ultrapassada e (penso) os conteúdos programáticos das disciplinas ainda não estão totalmente definidos. Por exemplo, pelo que me foi dito nas reuniões de discussão do plano de cursos, em Micro I (do novo) serão leccionadas as matérias de Análise Micro I (do velho) logo apenas esta disciplina dará a equivalência à primeira. Caso análogo será o de Macro I.
Mas como disse, tudo isto ainda está a ser pensado pelo que não devemos discutir para já este assunto na medida em que temos de assumir pressupostos que podem não ser válidos. O plano de equivalências e a forma de como o novo curso vai avançar estarão definidos lá para inícios de Abril, altura que colocarei aqui no placard todas as informações.
Quanto à questão da Ordem dos Economistas, actualmente são necessários 240 ECTS para nos podermos inscrever. O novo curso tem 180 ECTS, assim como todos os cursos que ficarem dentro do projecto de Bolonha, i.e., todos menos a FEP. A Ordem ainda não se pronunciou definitivamente sobre a aceitação de inscrições com formação de 180 ECTS, mas deixo a pergunta: a Ordem vai aceitar licenciados em economia vindos da FEP e vai rejeitar outros vindos da Nova e da Católica??? No entanto, se os critérios de aceitação não forem alterados, será necessário um ano extra de formação (+ 60 ECTS, que podem ser obtidos num MBA, Mestrado, Doutoramento, etc.) para os “Bolonheses” se inscreverem na Ordem.
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